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Monday, 9 July 2012

Surveillance Art in 2002

Trabalho de Guto Nóbrega de 2002 Inter Faces Urbanas
Notas
Interessante o ponto sobre a multiplicação dos olhares - a multidão como alternativa ao controle - perspectiva oligóptica versus perspectiva panóptica (Latour)
O trabalho é de 2002, realizado em contexto que difere bastante da situação atual - A tensão entre público e privado assume hoje outros contornos. (Flusser)
Há dez anos havia menos câmeras no espaço público e com certeza não eram comuns os celulares com câmeras.

Monday, 30 April 2012

Janet Cardiff

http://www.eyesoflaura.org/
voz off comentário da imagem

Thursday, 16 February 2012

Lá em Mauá

Oficina de mapeamento aéreo na Nuvem com Andres Burbano, artista colombiano que incluímos em nossa curadoria Surveillance Art in Latin America.

Saturday, 28 January 2012

Terra de Gigantes





Hand from above, projeto de Chris O'shea, lembra em alguma medida a Sandbox de Lozano-Hemmer, sendo que a interação aqui não se dá com as mãos do público, mas com uma mão pré-gravada em situações pré-determinadas. Os discursos que apresentam as obras são bem distintos. Enquanto Lozano-Hemmer, que monta sua instalação interativa em uma feira na praia, enfatiza a questão da assimetria do aparato de vigilância e controle e a necessidade de subvertê-lo, O'shea, que instala um telão em uma calçada de passagem, chama atenção para o fato de sairmos da rotina e do topo da cadeia alimentar. Duas obras que abordam a representação humana em larga e pequena escala de pontos de vista bem distintos, mas com resultados semelhantes.

"Sandbox" - Santa Monica Beach (2010) by Rafael Lozano-Hemmer

Sunday, 18 December 2011

Friday, 9 December 2011

surveillance off screen

videovigilância + off = gênero narrativo: imagens de circuito interno + narração off > on dirait un film policier

Wednesday, 7 December 2011

link

http://contra-vigilancia.net/#about_brief

Friday, 28 October 2011

Voyeurismo, Vigilância e Performance

As obras reunidas nesta sessão investigam, cada uma à sua maneira, processos de construção audiovisual que misturam circuitos de segurança, espetáculo e prazer.
Por meio de estratégias que envolvem a adição de novas camadas sonoras, os curtas ressignificam planos captados por câmeras estáticas – como em “Girl chewing gum” ou “Sal grosso”. As imagens contemplativas de “Brilliant city” contrastam com a explicitação do confronto direto entre câmera amadora e forças de segurança em “Teoria da Paisagem”. Já “Sistema Interno” aborda a questão pela via da ficcionalização das imagens de vigilância. Independente da perspectiva adotada, de sua nacionalidade ou ano de produção, os trabalhos tem em comum a criação de um curto circuito entre o observar e o ser observado, apontando para a subjetividade irremediável de qualquer objetiva.



Girl Chewing Gum – 9’
Teoria da Paisagem – 4’15”
Brilliant City – 14’17”
Sal Grosso – 6’
Sistema Interno- 17

Friday, 22 July 2011

Paris, c'est fini!

Incrível o trabalho de Michael Wolf a partir de imagens do Google Street View.
O artista devolve as imagens às ruas em grandes ampliações, que dialogam com cenas que povoam nosso inconsciente coletivo, como a clássica de Doisneau "Le baiser de l'hotel de ville".

Lembra ainda o trabalho 9 eyes, que já citamos aqui no blog também.

Sunday, 20 March 2011

Home video collection: Big brother, mother, son, father...

Maluco instalou um CFTV em casa pra acompanhar o filho.

MIT researcher Deb Roy wanted to understand how his infant son learned language -- so he wired up his house with videocameras to catch every moment (with exceptions) of his son's life, then parsed 90,000 hours of home video to watch "gaaaa" slowly turn into "water." Astonishing, data-rich research with deep implications for how we learn.

Wednesday, 23 December 2009

copy and paste Folha de SP

23/12/2009 - 07h02

Um milhão de câmeras de segurança gravam São Paulo em reality show às avessas

Quem transita pela capital paulista é gravado por mais de 100 câmeras diferentes, desde o elevador de seu prédio, aos cruzamentos de avenidas, à lojinha da esquina, à plataforma do metrô e até à mesa de trabalho. É tanta filmagem que daria para montar um longa-metragem diário e individual, tão arrastado como um filme iraniano e tão previsível como um blockbuster norte-americano.



Um reality show às avessas: 41 milhões de protagonistas e só poucas centenas de espectadores. Essa pode ser a definição do monitoramento eletrônico no Estado de São Paulo, que deve chegar até o final do ano com um milhão de câmeras de segurança (50% está na região metropolitana). A grande maioria está em mãos privadas.

GRUPO DE DISCUSSÃO

Você se sente protegido ou vigiado com tantas câmeras de segurança nas cidades brasileiras?

Esse número foi projetado pela Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), com base nas vendas em 2009. E deve causar arrepio em quem tem mania de perseguição, mas a polícia prefere não pensar nisso.

"No começo, achei que poderia provocar uma paranoia, mas na verdade houve muita aceitação e poucas críticas", comenta Dalmo Álamo, superintendente de operações da Guarda Civil Metropolitana, que aponta 83 câmeras para vigiar o centro de São Paulo.

Suas lentes têm capacidade de zoom de um quilômetro para afastar ladrões, traficantes e camelôs. "Com essa capacidade poderíamos entrar pela janela dos apartamentos particulares, mas cada operador tem uma senha e um supervisor, para evitar qualquer desvio na função e quebra de privacidade", completa Álamo, que aponta a redução em 50% nos locais filmados.

ONIPRESENTE E ONISCIENTE

  • Leonardo Wen/Folha Imagem

    Câmera na entrada de igreja do Calvário, na zona oeste de São Paulo, tenta intimidar ladrões

  • Patrícia Stavis/Folha Imagem

    Circuito interno de loja mostra em uma só tela oito imagens, no estilo fragmentado dessa tecnologia

  • Tuca Vieira/Folha Imagem

    Centro de monitoramento da Praia Grande controla o movimento no centro da cidade litorânea

Ele chama de hot spot (pontos quentes) os cenários gravados. Em 2010, mais 135 deles entrarão no sistema, que deve ser integrado com o da Polícia Militar e CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). E a tendência é migrar das objetivas para a periferia da cidade. "O videomonitoramento cria ilhas de segurança. O delito muda para outro lugar. E é para lá que mandamos nossos policiais", explica o superintendente.

É obrigatório o paralelo com o livro "1984", do escritor britânico George Orwell, que relata uma sociedade totalitária controlada pelo Big Brother (líder fictício cujo nome batizou o programa mundial de TV) por meio de "teletelas". O personagem principal escreve seu diário no único quarto que escapou do monitoramento estatal.

O próprio sistema de circuito interno de vídeo foi criado em 1942 na Alemanha nazista, desenvolvido em parte pela empresa Siemens e usado durante a Segunda Guerra Mundial para observar o lançamento dos foguetes V-2.

"Em um Estado brando como o nosso, as câmeras servem para segurança, mas em um governo policialesco poderiam servir para o controle político, assim como outras tecnologias", analisa Renato Janine Ribeiro, professor de filosofia da USP (Universidade de São Paulo) conhecido por suas opiniões sobre temas sobre violência.

O parâmetro de Estado policial também é germânico: a Stasi, polícia política da Alemanha Oriental, com 90 mil agentes infiltrados plantando câmeras e microfones nas casas e minutando o dia-a-dia dos potenciais opositores. Segundo Mário Louzã, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, a combinação de tecnologias pode aumentar a sensação persecutória. "Colocar CPF nas notas fiscais ou rastreadores em carros geram mais informação sobre as pessoas do que as câmeras de segurança", afirma.

Já para Janine, a tecnologia é um instrumento que não gera poder, mas aumenta o poder de quem maneja esses vídeos - a maioria em mãos privadas. "A sociedade aceita porque essas câmeras criam uma sensação de segurança, mas é preciso estabelecer limites. Acho que as filmagens por celular podem ser perigosas, afinal, na maioria das vezes é difícil saber quem é o autor", opina o filósofo.

De acordo com o advogado especialista em direito público Carlos Ari Sundfeld, ainda é necessária uma regulamentação para as empresas de segurança, as grandes detentoras de tantas imagens. "São verdadeiras guardas privadas que cresceram muito nos últimos anos. É preciso criar regras para a gravação, armazenamento e apagamento dessas imagens."

Um exemplo disso é a empresa de segurança privada Haganá, que monitora 800 condomínios e 300 indústrias em São Paulo - chega a ter 100 câmeras em um único prédio. "Adotamos o conceito israelense de defesa: a guerra é da fronteira para fora. Por isso, as imagens têm que se concentrar na calçada do prédio, onde está nosso inimigo", define José Antonio Caetano, diretor comercial da empresa. Haganá, que significa "proteção" em hebraico, tem como diretor operacional José Bernardes Markuz, que serviu no exército de Israel.

O PODER DA IMAGEM

AFP
O procedimento padrão, tanto em órgãos públicos quanto em empresas privadas, é apagar automaticamente as imagens armazenadas após um período que vai de uma semana a um mês. Em geral, apenas um encarregado tem acesso a esse conteúdo durante esse tempo.

Contudo, o ponto mais frágil do processo e que pode gerar o vazamento de imagens por parte de hackers é a conexão das câmeras para as centrais de monitoramento. Em geral, é feita por banda larga. No caso do Metrô é diferente: como a companhia de transporte tem uma rede física, utiliza fibra ótica para a transmissão de vídeos.

A guarita blindada é o QG do prédio. O porteiro (ou controlador de acesso, como eles preferem chamar) é funcionário deles e não pode ser visto nem pelos moradores. Se deixa aberta a porta da guarita ou permite a entrada de alguém, é repreendido via rádio pelos operadores de monitoramento a quilômetros de distância. "Outro dia, um rapaz estranho entrou na guarita do prédio do [piloto de F-1] Felipe Massa. Acionamos nossas viaturas, mas depois descobrimos que era um pedreiro", conta Caetano.

Para Janine, essa vasta profusão de câmeras atualmente causou o surgimento das "imagens-lixo". "São vídeos sem informação, sem interesse. É impossível ver tudo isso tamanha a profusão de imagens."

Richard Pereira comprova diariamente isso. Ele é supervisor do Centro de Controle da Segurança do Metrô e comanda três operadores. O quarteto é encarregado de monitorar 948 câmeras, número que vai chegar a 1.400 no ano que vem. Um volume de pessoas entre catracas, corredores, vagões e plataformas desfilam diante deles durante as oito horas de expediente, acionando via rádio quando algum imprevisto acontece.

"Os trens e os passageiros seguem linhas retas. Qualquer movimentação diferente chama a atenção. Dessa forma podemos controlar tantas câmeras", passa a receita Pereira, que trabalha há 21 anos no metrô, que desde a inauguração em 1974 tem um sistema de TV interno. Só na estação Sé, há 35 lentes para acompanhar 750 mil pessoas que passam diariamente por lá.

Muitas dessas imagens, porém, acabam nos telejornais, como parte dos "giros de reportagem" e "show de imagens", como a do bebê que caiu nos trilhos na Austrália ou a bêbada que quase foi atropelada nos EUA. "Antes as câmeras eram caras e estavam na mão de poucos. Hoje, a mídia tem que lidar com essas imagens que não são produzidas por ela", afirma Laurindo Leal Filho, professor aposentado da Escola de Comunicações e Artes da USP.

Para Leal, um dos reflexos da enxurrada dessas imagens no noticiário é as pessoas se acostumaram com a estética desbotada e desenquadrada dessas câmeras. "Durante 30 anos o brasileiro foi condicionado com o tal padrão Globo de qualidade, mas essa profusão de câmeras e a internet derrubaram isso. As pessoas querem o conteúdo desses flagrantes. Acho que até por isso a TV digital não emplacou por aqui. As pessoas não querem ver o fio da bolinha de tênis, querem ver imagens que tragam informação, mesmo com a baixa qualidade dessas câmeras de segurança", analisa.

Wednesday, 18 November 2009

Vigilância e Encenação

As imagens captadas por câmeras de vigilância são comumente associadas à idéia de um registro automático, realizado por sistemas que funcionam sem necessidade ou presença de realizador, fotógrafo ou operador de câmera - sujeitos indispensáveis na realização de filmes das mais diversas naturezas.

Neste sentido, um valor de objetividade é supostamente atribuído às imagens de vídeo-vigilância, o que faz com que sejam, via de regra, tomadas como prova daquilo que ‘realmente acontece’, e não como uma encenação, um recorte ou a expressão de uma subjetividade.

Esta problemática identificação imediata das imagens com o real coloca os circuitos de vídeo-vigilância em um terreno que situa-se curiosamente fora da chamada crise da representação, a qual as imagens da pintura, da fotografia, do cinema, e mesmo da televisão, parecem atravessar.

A carga ficcional que toda imagem traz consigo - e aqui vale lembrar da afirmação de Jean-Luc Godard, de que “todos os grandes filmes de ficção tendem ao documentário, como todos os grandes documentários tendem à ficção”[1] – parece a anular-se nestes circuitos. Onde surgem, as imagens justificam-se por sua veracidade instantânea: seja no âmbito dos flagrantes policiais, jornalísticos ou pornográficos; seja no universo dos reality shows, das câmeras escondidas e das pegadinhas.

Experimentos empreendidos no campo da arte contemporânea desde os anos 60, por pioneiros como Bruce Nauman, com "Video Surveillance Piece (Public Room, Private Room)"(1969-70), por exemplo, ou Dan Graham, com «Present Continuous Past(s)» (1974), entre outros, investiram justamente no jogo entre esta expectativa de um espaço/tempo real gerada pelo circuito de vídeo e a possibilidade de torcê-la, espelhá-la, invertendo a lógica do consumo das imagens e trazendo à tona sua inevitável dimensão perceptiva, cognitiva e afetiva.

Inspirados por estas práticas das artes visuais, vamos aqui investigar caminhos para um jogo entre os códigos sugeridos pela imagem de vigilância e práticas cênicas contemporâneas, justamente no sentido de subverter a forma como os circuitos são habitualmente experimentados, expandindo assim a experiência teatral. E aqui tomamos o Teatro não somente em seu sentido clássico, mas sobretudo na teatralidade presente em toda e qualquer situação, toda e qualquer imagem.

Para tanto iremos nos concentrar na análise de alguns trechos do espetáculo “Corte seco”, desenvolvido pela diretora Christianne Jatahy e sua Cia. Vértice de Teatro no Rio de Janeiro. Este espetáculo conta com um circuito fechado de vídeo composto por seis câmeras, instaladas em espaços aos quais o público da sala do teatro não tem acesso no momento da apresentação: os camarins, a coxia, o saguão de entrada e o exterior do teatro. Espaços supostamente fora de cena. Três monitores em cena permitem que estes lugares sejam televisionados para o público, produzindo uma situação aonde o espectador, assim como um vigia, terá de exercitar uma atenção múltipla, relacionando o que (acredita que) vê no palco com o que (acha que) vê na TV. A imagem técnica, asséptica, automática do circuito de vigilância resiste a tornar-se lugar de teatro, e apresenta-se como lugar de realidade. O jogo consiste em forçar esta resistência, esta irredutibilidade, sobrepondo ao que se vê no monitor de TV um discurso que contradiz a imagem, que semeia dúvida, e que proporciona novas experiências estéticas e artísticas a partir da presença do dispositivo de vigilância reconfigurado. A incerteza persiste: o que é encenado e o que é real? A cena está no palco, no monitor ou no olhar do espectador?


[1] Godard, Jean-Luc. L’Afrique vous parle de la fin et des moyens. In: Cahiers du Cinéma. N.º 94, Avril, 1959, p. 21.

Monday, 19 October 2009

ABSTRACT

O governo do estado já instalou três das sete câmeras que vão ser monitoradas pela Polícia Pacificadora no Morro Santa Marta. No alto do morro será montada uma sala de monitoramento 24 horas por dia.

1 - cameras da policia



Os moradores reagiram ao escrutínio, apelidando o sistema de Big Brother, parodiando o programa transmitido pela Rede Globo no Brasil.



2 - cameras da milicia

Milicia, privatização da segurança pública
Paes defende Milicias em campanha

3 - cameras da classe média / ricos


4 - cameras dos traficas

Central clandestina de monitoramento de TV estourada na Favela de Parada de Lucas

12/9/2008 - ASCOM/PCERJ

Uma central clandestina de monitoramento de TV foi estourada, nesta sexta-feira (12/09), durante operação realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Roubos de Cargas (DRFC), na Favela de Parada de Lucas, Zona Oeste. No local, foram encontrados diversos armamentos e 12 câmeras.

Segundo os policiais, na central era possível observar todas as entradas da favela. Além das câmeras, foram apreendidos um fuzil G3, calibre 7.62, duas pistolas, munições de diversos calibres, quatro coletes à prova de balas, uma TV de 29 polegadas e um colchão.

A central ficava escondida em uma parede falsa no segundo andar de um barraco localizado ao lado do Destacamento de Policiamento Ostensivo da PM (DPO), daquela região.

Os agentes acreditam que traficantes estariam no local, mas fugiram ao perceberem a chegada da polícia. Ninguém foi preso.


Mas não é só em parada de lucas...

Uma central de monitoramento formada por pelo menos 6 aparelhos de TV e diversas câmeras, capaz de controlar uma área de cerca de 500 m², usada por traficantes de drogas, foi estourada na noite de ontem no interior de uma favela localizada próximo ao Parque do Carmo, na zona leste da capital paulista. Há pelo menos uma semana, policiais militares vinham levantando dados a respeito da central depois que duas armas foram apreendidas com duas pessoas no interior da favela.

Sunday, 26 July 2009

Jill Magid

Major

Fri, Feb 20, 2009
7:00 PM

New Museum theater (directions)

Permission as Material: A talk with Jill Magid

Part of New Silent
Discussions

Jill Magid is a visual artist working in a variety of mediums, including literature, video, sculpture, photography, and performance. She seeks intimate relations with impersonal structures. Magid is also intrigued by hidden information, being public as a condition for existence, and intimacy in relation to power and observation. At this event, Magid will discuss recent projects and touch upon her new body of work currently in progress.

Jill Magid has had solo exhibitions at Stroom, The Hague; Gagosian Gallery, New York; Yvon Lambert, Paris; Centre D'arte Santa Monica; and Berlin and Sparwasser, Berlin. She has lectured and performed widely at venues including Orchard, Storefront for Art and Architecture, Eyebeam, and the Bowery Poetry Club.

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